segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Notícias em dezembro


Projeto remunera proprietário que preserva floresta e nascente de água
Ambiente. Com início em 2006, programa pioneiro na região metropolitana de São Paulo cadastrou 13 propriedades que estão ajudando a proteger 82 nascentes. Em cinco anos, os proprietários devem receber R$ 790 mil em recursos pela preservação
25 de dezembro de 2010 | 0h 00

Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
Há 38 anos o policial militar Antonio Coradello comprou uma área de 16 hectares no meio da Área de Proteção Ambiental (APA) Bororé-Colônia, em Parelheiros, extremo sul da capital paulista. Chegou a plantar "um pouco de eucalipto", mas se arrependeu. "Eucalipto seca as minas d" água e não dá mais lucro nenhum." Mas hoje Coradello, aposentado, recebe em torno de R$ 3,5 mil por ano justamente para preservar as nascentes de sua propriedade: ele já contou três, mas acha que tem outras mais, no meio da Mata Atlântica.

Ele é um exemplo de gente que, nos limites da maior metrópole da América Latina, já ganha para preservar remanescentes de floresta e nascentes de água. O dono do Sítio do Sargento é um dos beneficiados pelo Projeto Oásis, pioneiro no pagamento por serviços ambientais na região metropolitana.

Na modalidade, agricultores e proprietários de terra são remunerados para manter as nascentes de água e, assim, garantir a produção e a qualidade da água dos mananciais - no caso, a bacia da Represa de Guarapiranga, que abastece mais de 4 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Com início em 2006, o projeto cadastrou 13 propriedades na região, que estão ajudando a proteger 82 nascentes. Em cinco anos de projeto, os proprietários devem receber um total de R$ 790 mil em recursos.

"É dinheiro que vai diretamente para preservação, mostrando que já existe recompensa financeira para quem não desmata e não polui os cursos d"água", conta Carlos Krieck, diretor de áreas protegidas da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, responsável pela seleção das propriedades, que são monitoradas.

O Estado acompanhou um dia de monitoramento, onde as condições ambientais das áreas são avaliadas. Nas trilhas cerradas de Mata Atlântica, não foi difícil encontrar dezenas de pássaros, cobras e palmitais - biodiversidade vibrante, na metrópole.

Cada proprietário pode receber até R$ 370 por hectare/ano, mas o cálculo leva em conta o controle da erosão, a capacidade de produção e armazenamento de água e sua qualidade. O Sítio do Sargento, de Coradello, é uma das propriedades mais bem avaliadas: hoje o aposentado cultiva gramíneas e arbustos para decoração, mas 80% das terras estão preservadas.

"Não quero derrubar, não vale a pena. Mantenho essas terras para ter ar puro para respirar", diz o paulistano da Vila Carrão, que passa pelo menos metade da semana no sítio. Ele admite que suas terras ainda dão mais despesa do que lucros. Mas faz planos para ganhar ainda mais com a mata em pé. "Queria entrar nesse negócio de créditos de carbono", diz.
Heterogêneo. O perfil do produtor que conserva suas áreas é diversificado. Há desde pequenos sitiantes, propriedades maiores, destinadas quase que integralmente à conservação e até condomínios de lazer. É o caso da Associação Campestre de São Paulo, em uma área de 140 hectares - a metade do território é ocupada com remanescentes de Mata Atlântica. O condomínio, que fica a uma distância de 50 km do centro de São Paulo, restringiu o número de associados e incentiva que os proprietários façam o reflorestamento com espécies nativas.

A associação recebe ao ano em torno de R$ 20 mil pela preservação. Segundo o diretor de gestão da associação, Geraldino Ferreira Moreira, os recursos são investidos na manutenção e melhorias. "Isso incentiva os associados a manterem suas áreas intactas", conta. O condomínio até contratou seguranças para fazer a ronda na área: além de evitar assaltos, também inibe a ação de ladrões de palmito e caçadores.

No distrito de Marsilac, também na bacia da Guarapiranga, Angelina Helfstein, dona do Sítio Dourado, também nem pensa em mexer na mata que circunda sua produção agrícola. Ela produz hortaliças e está transformando sua produção em orgânica, para não contaminar as nascentes. "Eu nasci aqui. Meu pai já comprou a propriedade pensando em preservação", diz ela.

Dentro das duas APAs - Capivari-Monos e Bororé-Colônia - existem pelos menos 300 famílias de agricultores. Leila, que faz parte do conselho gestor da APA Capivari-Monos, acredita que em poucos anos a preservação será ainda mais rentável. A lei estadual de mudanças climáticas, regulamentada neste ano, prevê recursos para projetos de pagamento por serviços ambientais (leia mais abaixo). "Temos certeza de que está surgindo um novo mercado, que vai reconhecer o agricultor que preserva."

Olha o passarinho São Paulo - Revista Viagem e Turismo

Reportagem na VT sobre importantes áreas para ajudarmos a conservar e para passarinharmos!

Olha o passarinho -São Paulo, Brasil, América do Sul, - Revista Viagem e Turismo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

SAÍDA FOTOGRÁFICA NA APA CAPIVARI-MONOS


Foto de CA Militelli

Unir a experiência como fotógrafo e auxiliar os que estão sempre na busca de melhores imagens.
Unir lugares, belezas naturais, pessoas interessantes e interessadas.
Assim são nossas saídas fotográficas com Ulisses Matandos.



Foto de CA Militelli


Fotos de Horácio de Almeida em Tavares

Mais fotos da região de Tavares e Mostardas no Rio Grande do Sul. Cedidas por Horácio de Almeida que esta sempre atento para avistar e fotografar nossas aves!












quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Observação de Aves em Tavares no Rio Grande do Sul

Flamingos chilenos - PNLagoa do Peixe -RS


Que lugar maravilhoso para observar e fotografar aves migratórias ou simplesmente contemplar a paisagem. Os banhados, o mar, a imensa Lagoa dos Patos e a indescritível Lagoa do Peixe.

Flamingos chilenos - PN Lagoa do Peixe
Estivemos em Tavares e Mostardas entre os dias 12 e 16 e nosso grupo ficou deslumbrado com a beleza dos lugares, a facilidade de avistar as aves e  também com a atenção dos parceiros locais.

Ema - Tavares -RS
Nosso grupo teve a oportunidade de avistar aproximadamente 102 espécies diferentes de aves e conseguir fotografar a maioria delas.

Saiba mais sobre:

Parque Nacional da Lagoa do Peixe

Em 1986 foi criado o Parque Nacional da Lagoa do Peixe; em 1991 o Parque foi incluído na REDE HEMISFÉRICA DE RESERVAS PARA AVES LIMÍCOLAS - WETLANDS FOR THE AMERICAS. Em 1992 foi reconhecido pela UNESCO como zona núcleo da RESERVA DA BIOSFERA em conjunto com o PROJETO MATA ATLÂNTICA - ATLANTIC COASTAL FOREST PROJECT; em 1993 passou a ser protegida pela CONVENÇÃO DE RAMSAR (cidade no Irã onde realizou-se a reunião sobre abrigo de aves migratórias).

A administração do Parque fica a cargo do Instituto Chico Mendes - ICMBio.

As águas da Lagoa são rasas - 10 a 60 cm - e a extensão é de cerca de 35 km de comprimento e 1,5 km de largura, estendendo-se paralela à praia oceânica, entre os cordões de dunas e a restinga com sua mata nativa.

São 34.000 hectares e 120.000 km² de paraíso natural, onde banhados, matas nativas, dunas, lagoas e praias oferecem uma rica diversidade de habitats. A alta concentração de nutrientes, de espécies de moluscos, algas, plânctons, caraguejos, siris, peixes e camarões garante alimento farto para as aves.

Comunica-se com o Oceano Atlântico através de uma barra que chega a ter 2 m de profundidade. Este imenso viveiro natural abriga 181 espécies de aves - entre elas 26 visitantes do Hemisfério Norte e 5 do Hemisfério Sul.

Dentre as 5 espécies de aves migratórias do Hemisfério Sul, a mais fascinante é o flamingo. Quando o inverno chega no sul do Equador, ele deixa seu ninho com seus filhotes e parte do Chile e da Patagônia em busca de um clima mais quente. A Lagoa do Peixe é o único local do Brasil onde ele pode ser observado o ano inteiro, mas sendo que a maior abundância destes é entre os meses de agosto a dezembro.

Inclui bandos e revoadas incríveis de trinta-réis (Sterna), oriundos do Hemisfério Norte, batuíras, várias espécies de maçaricos, gaivotas, andorinhas, cisnes-de-pescoço-preto, talha-mares, andorinhas-do-mar, e outros.

Lagoa dos Patos

A Lagoa dos Patos é a maior lagoa de água doce do Brasil e segunda da América Latina.Tem 265 km de comprimento e uma superfície de 10.000km², estendendo-se na direção sudoeste-nordeste, paralelamente ao Oceano Atlântico.


Turismo de Base Comunitária

Grupo na chegada ao Nucleo Curucutu do PESM
No último dia 10 fomos até as Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos e Bororé-Colonia com grupo de grandes parceiros do Turismo de Base Comunitária.
Nesta oportunidade, o nosso guia e monitor local Luciano e eu pudemos mostrar-lhes um pouco da diversidade e da importancia destas APAs.

Grupo atento às explicações do guia Luciano
 Fizemos com eles parte do nosso roteiro SP Água, Verde e Paisagem, que vai ao Núcleo Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar. Depois visitamos outros parceiros locais que acolhem nossos visitantes e que também têm como objetivo e trabalham para o desenvolvimento sustentável da região.

Trilha da Bica (nascente do rio Mogi-Guaçu)
 Muito bom estar com a Ciça e a Barbara do Projeto Bagagem e rede Turisol, a Lucila da Abeta e o Ivan da UFRJ.

domingo, 7 de novembro de 2010

A TRIP ON JEEP Ecoturismo

Serra do Mar/SP
Quem somos
A TRIP ON JEEP Ecoturismo oferece aos seus clientes uma vivência única no meio natural e, dentro dos princípios do desenvolvimento sustentável, tem plena consciência de sua responsabilidade social e ambiental.
Os roteiros operados por nós são focados em áreas naturais, reservas públicas e privadas, onde existe um planejamento para que o ecoturismo se desenvolva de modo sustentável, de forma que o passeio possa ser realizado e a paisagem permaneça sempre conservada.
Nosso compromisso é tanto com quem vai, como com quem está; com o visitante e com a comunidade local. Para garantir retorno de recursos a essas comunidades, contamos sempre com monitores ou guias locais atuando em conjunto com nossa equipe. No desenvolvimento de nosso trabalho, colaboramos com o processo de capacitação de recursos humanos, de artesãos, de artistas e de prestadores de serviços locais.
O veículo off-road nos permite chegar com segurança a locais de maior dificuldade de acesso, mais preservados. É uma ferramenta para trabalharmos com grupos reduzidos, permitindo atendimento personalizado e colaborando com a minimização do impacto ao meio natural.
De jipe chegamos a locais de onde sairemos para caminhar por trilhas apreciando a enorme biodiversidade existente na Mata Atlântica do estado de São Paulo e também a história, a arquitetura e o folclore paulista.
Mais do que clientes, nosso objetivo é contar com parceiros nesse trabalho de conservação ambiental, preservação da cultura e inclusão social. Mais do que momentos de lazer, queremos dividir um ideal no qual acreditamos.
Carros
Nossos carros são especialmente preparados para garantir o máximo de comodidade e conforto aos nossos clientes. Toda a manutenção é feita em oficinas especializadas e a condução dos veículos é feita por motoristas profissionais e capacitados para dirigir um 4x4.
A utilização desse tipo de veículo para o transporte, considera trabalhar com clientes que apreciam um contato maior com a natureza, dirigindo-se a locais mais conservados e conseqüentemente com alguma dificuldade de acesso.
Trabalhamos com grupos reduzidos, dando ênfase à preocupação da empresa em personalizar o atendimento e em minimizar impactos da visitação aos locais escolhidos. 

Primeira vez

Núcleo Curucutu/PESM
Ola sou diretora da TRIP ON JEEP Ecoturismo e este blog é para que possamos trocar informações sobre ecoturismo, turismo de aventura, turismo de base comunitária, conservação ambiental, associativismo, que são assuntos com os quais lidamos no nosso dia a dia para podermos oferecer não só roteiros mas sim experiências diferenciadas para quem participa de nossas atividades.
Magna Carvalho